Deslembranças

agora em tuas areias já caídas

vivo o dia quando pus orquídeas

no seu jardim para que lembrasse

sempre de mim quando o abraço

delas com o sol se manifestasse

janela a fora e a dentro de ti

 

agora em tuas areias reviradas

trago ao meu peito as estradas

que antes nos esperavam

como um museu árcade uma vidraça

de estufa sem limites uma ave

a ruflar janela a fora de dentro de ti

 

agora em tuas areias já partidas

ando a deixar meia vida

e também parto a tua

na troca insensata e bordô

de sangue jorrado há milênios

microscópicos

 

Felipe Gregório

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