Devoro

devoro tua ausência

encho-me os olhos

com rosto pintado de sorriso delinqüente

na noite da embriaguez

o gosto viscoso e opaco nunca ressurge

na memória

por isso devoro tua ausência

quando a lua imatura me rouba

os dentes e me deixa ao berço do frio

quando outras mãos me tocam

e não sinto o timbre além da dor

devoro

tua ausência que é veneno

pra um dia talvez reencontrar-te

quando me plantar semente

 

Felipe Gregório

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