Prisioneiros

Lembro-me das plantas

crescidas antigamente

quando o tempo, de outro

tempo, era outro e passava

verde — pouco e sempre.

 

Majestosas samambaias,

pés soberbos de manga

e goiaba — ora pingava 

algum comigo-ninguém-

-pode — e todas as coisas-

-fortalezas que tinham,

todas as manhãs-aspereza

que são.

 

Não sabem hoje as plantas

cozer o tempo, nem podem

que o tempo já não é.

Como um feixe de luz a

cortar o espaço as nossas

enlaçam-se onde não há

percepção

 

nem tempo,

 

nem nada.

 

Felipe Gregório

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