Janela

Da janela posso vê-lo, este pedaço
tão modesto do que é a humanidade,
tão modesto, talvez não seja verdade
contaminando o caminho que eu traço.

Mas não há neste poema tanto espaço
como há no peito espaço pra saudade,
o que quero, e que a todos persuade:
um feel good genuíno a um bobo lasso,

pois minha janela mórbida não sabe
capturar dos céus tal coisa e pôr nos lábios,
da cozinha só me sobra este pedaço.

Tão formosa toda e qualquer raridade,
tão pequena a força da comunidade,
tão suposta como garantida a vida.


Felipe Gregório

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